terça-feira, 9 de janeiro de 2001

Eu não posso parar.

Hoje foi o dia mais triste que ja vivi.
Nada me consola, nada fecha esse vazio.

Não diga a uma bailarina que não dance mais
Com feridas nos pés, com ossos fraturados, com músculo estirado, de qualquer forma
Não diga a uma bailarina que não dance mais.

Não posso viver longe
De sapatilhas, de palcos.
Não posso viver longe
De coques, e pianos.

Eu quero me curar
Estipule prazos, eu vou me curar.

Não me diga isso.

Eu preciso dançar antes de respirar.

Eu vou me curar.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2000

Deitada

Deitada não sinto meu peso
Mal posso ficar em pé, sem ajuda.
Deitada eu me vejo morta de vez
Mal posso te abraçar, sem você chorar

Tenho vergonha do meu corpo como esta
Fraco, sem peso, sem cor, sem eu ali
Tenho vergonha do meu rosto como esta
Feio, pálido, sofrido, com medo de falecer.

Deitada.
Envergonhada.
Doente.

Cura-me, doutor.
Eu quero lutar, mas sozinha não da.

sábado, 9 de dezembro de 2000

a fragilidade me limita

Meu corpo é fraco.
E eu não o enxergo como deveria.
Minha mente prega peças em mim
E eu caio todas as vezes.

Eu adoeci.

A fragilidade me assusta, e eu não sei como curar-me.

Eu adoeci.
Meu corpo é fraco.

sexta-feira, 20 de outubro de 2000

letra "A" tatuada em mim!

Posso gritar para o mundo que eu te dedico tudo que há de bom em mim?
Você me transforma.

Não quero ficar longe nem por um minuto.

Dança comigo essa noite?

como é bom me jogar nos seus braços, meu menino.

domingo, 3 de setembro de 2000

Baila, Carolina!

Ah Carolina não se envergonhe de cantar na rua
As pessoas olham e te acham maluca?
Deixe que elas pensem o que quiser.
Elas não tem a noção do quanto é feliz.

Ah Carolina
Você tem brilho nos olhos
é amor.
Ah Carolina
Você tem alma translúcida
é amor.

Baila menina para o seu amor.

segunda-feira, 12 de junho de 2000

Namora comigo até o próximo século.

Meu primeiro namorado e o único que quero ter.
 Me deixa sem chão, ao mesmo tempo é meu chão.

É meu ponto de partida, meu combustível.

Amor sublime.
Chamo até de eterno.

Me faça fada, me faça amada.

Ah que amor eu tenho por ti
Meu primeiro namorado, fique sempre aqui.

sábado, 3 de junho de 2000

É que Mário Quintana é acolhedor.

"Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amar, não digas, que morro
De surpresa... de encanto... de medo...

Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches de vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso.. de um gesto.. um olhar..."

Mário Quintana.