domingo, 22 de dezembro de 2002

eu não quero o amor de novo, longe de mim!

Eu posso estar maluca
medicamentos mudam nossa visão?
mas eu sinto que me olha diferente.

Posso estar confundindo ou melhor que não.

De repente me deu vontade de deitar e ser abraçada por voce
Manter os olhos fechados e nossos corpos juntos

Medicamento nenhum coloca isso na cabeça de alguem
Talvez eu esteja sentido aquilo de novo mais uma vez.

sábado, 16 de novembro de 2002

bulímica

Falando sobre minha doença abertamente eu digo que preciso de ajuda.
Não tenho controle, peco por gula.
Não tenho controle, não aceito meu corpo.

Vai apontar o dedo na minha cara?
Vai me seguir quando eu for para o banheiro apenas fazer xixi?
Vai cochichar com seu grupinho de otárias quando eu passar?

Eu ja não escondo minha doença, mesmo porque nesse momento seria hipocrita.

Mas digo, voce não tem nada com isso.
Sou bulímica eu vou lutar contra ate o fim.

Guarde seus esculachos para algo mais banal com doença não se brinca!

sábado, 19 de outubro de 2002

meia de seda

Eu me colocaria num casulo
de bicho de seda
Só para não te ver mais
E digo, nunca mais.

Seu nome me da arrepios
nada bons
Sua música me da enjoos
nao gosto mais

O que eu sentia por voce
era tão macio e cintilante,como a seda.
O que eu não sabia é que era frágil tambem.

Rasgou.
Não tem remendo!

sábado, 22 de dezembro de 2001

Jim e Pam, Pam e Jim.

Eu adorei  brincar esse tempo todo
de ser Pam e voce ser meu Jim.

As bebedeiras, as viagens, as bizarrices, os surtos, as brigas em público, as juras de amor.


Voce foi longe demais.

Eu te perdi e voce me perdeu.

This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I'll never look into your eyes...again

sexta-feira, 23 de novembro de 2001

atriz enfim.

Um vestido púrpura
Uma luva preta
Um sapato bico fino dourado
Uma meia calça jasmim
Uma tiara de acrílico
Uma maquiagem exagerada
Um batom vermelho
Um esmalte azul

Luzes azuis, vermelhas e verdes
O foco em mim.

Não é sonho mais, estou vivendo e me fazendo feliz

E ainda tenho um camarim para mim.
Flores, aplausos, bombons e champange.

O teatro me faz assim.

segunda-feira, 23 de julho de 2001

Deixa eu viver de arte.

Eu decido agora.

Eu vou dançar o que eu tiver que dançar, até sangrar.
Não vou me negar mais.

Eu vou atuar o que eu tiver que atuar, até suar.
Não vou me negar mais.

Para mim chega.
Eu decido agora por onde caminhar.

Sou bailarina
Sou atriz
E só assim vou viver.

segunda-feira, 9 de abril de 2001

A cura.

Eu sabia que existia a cura
para as minhas doenças.

A doença do corpo, foi medicada
A doença da alma,  foi amadurecida
A doença do coração, foi amor próprio.